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O Tom do Esporte: A nova Seleção Brasileira na Copa América

Convenhamos: criticar e exigir algo desta seleção em uma competição oficial, ainda soa um tanto prematuro. Mas, há de concordar que no bojo do que estamos vendo, já conseguimos desenhar o comportamento da seleção durante os jogos, ou não?

Gostaria muito de estar enganado, principalmente quando vejo em campo, tanto jovens habilidosos, como o Willian, Douglas, Elias, Filipe Luís, Fernandinho, Fred, Firmino, Everton Ribeiro, Diego Tardelli, Douglas Costa e os mais experientes como Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Jefferson, mas, ainda estamos presos apenas em um nome: na criatividade, movimentação, nas insinuações e também nas verdadeiras faltas, e por fim, na genialidade do craque Neymar.

Não é difícil admitir, atualmente a seleção brasileira joga em função das inspirações de um único jogador. Uma situação que vem diminuindo assustadoramente com o passar do tempo, tornando-se menor – afunilando, pois, esta situação no passado existia um leque maior de opções de craques. Não bastava e nem tão pouco conseguia ter em campo apenas um craque, e isto, ajudava nos desarmes e nas belas jogadas, dificultando muito as ações dos adversários.

Muito embora a Copa América esteja ainda no seu inicio, cabe então uma espécie de aclimatação das seleções, pois, toda estreia é ruim – que diga a Argentina que colossalmente em 30 minutos de jogos destruiu seu adversário de estreia; o Paraguai, mostrando assim a que veio, e no restante do jogo, cedeu de forma igualitária, o empate. E lá, poderia até comparar uma situação idêntica a da seleção brasileira, tendo também uma seleção em função de apenas um jogador; o Messi. No entanto, ainda sobra, a garra e experiência de Mascherano, a inteligência de Di Maria, Aguero e Higuain (estes dois últimos, nenhum brilho). Sem contar que o Chile na sua estreia também sofreu ao vencer o Equador num sonolento jogo de futebol.

Como dizemos em situações amargas; “Temos que nos virar com o que temos”, e daí, tirar nossos prazeres, nossas alegrias e até nossas vitórias. Posso até acreditar que a seleção Brasileira é uma grande candidata ao título da Copa América, mas, não será ainda a afirmação de que ela esteja apta e fechada para encarar as grandes seleções do velho continente para uma disputa mundial, mesmo afirmando que ainda é cedo para pensar em tal ocasião, mas, é bom alertar.

No mais, seguimos nos erros e nos acertos, esperando três coisas apenas; Que a organização encontre outra bandeira brasileira para apresentação no evento; que o belo futebol da seleção brasileira retorne ao campo, e por último; que o Neymar não machuque durante a competição.

Adinã Leme

  

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