Ação na UniFAJ e Faagroh arrecada 10 toneladas de donativos às vítimas de Brumadinho

Legenda voluntários: Voluntários de Jaguariúna com líderes da igreja. Da esquerda para direita: Robson, Claus (aluno UniFAJ), Ronaldo (ex-aluno UniFAJ), veterinários de Águas de Lindoia, Isaías (aluno UniFAJ), Thiago (um dos líderes), líder da Igreja São Sebastião, Lino e Vagna

A população de Jaguariúna e região se mobilizou em uma campanha para arrecadar doações às vítimas de Brumadinho (MG). E a ação teve grande êxito, com arrecadação de cerca de 10 toneladas de donativos. A iniciativa foi do estudante Robson Cícero de Castro Ramalho, aluno do 5º semestre de Direito da UniFAJ (Centro Universitário de Jaguariúna).

Os postos montados nos campi da UniFAJ e da Faagroh (Faculdade de Agronegócios de Holambra) coletaram até o dia 1º de fevereiro inúmeros itens, como medicamentos, água, produtos de limpeza e higiene pessoal, alimentos, cobertores, colchões, roupas.

O estudante conta que tudo começou no dia 26 de janeiro, quando seu pai, Lino Ramalho, entrou em contato dizendo que se conseguissem arrecadações para Brumadinho, ele levaria até lá. “No mesmo dia fiz uma live no FACEBOOK chamando todos para que ajudassem nessas arrecadações. No período da tarde, entrei em contato com o diretor da UniFAJ, professor Flávio Pacetta, pedindo ajuda para divulgação e cadastrar a instituição de ensino como um ponto de arrecadação, ele sem hesitar, colocou todas as unidades da UniFAJ como ponto de arrecadação e colocou toda sua equipe a nossa disposição”, relembra.

Robson comenta que no decorrer dos dias várias pessoas foram ajudando, fazendo com que o pequeno grupo se tornasse em um grande número de voluntários. “Não esperávamos que teria toda a repercussão que teve.”

Durante a semana, a mãe de Robson, Vagna Castro, ficou encarregada de fazer toda a triagem de roupas e alimentos que foram recebendo, separando o que era ruim do que estava bom.

“Saímos rumo a Brumadinho dia 2 de fevereiro, às 4h, e chegamos na cidade por voltas das 16h, uma viagem longa e muito cansativa. Fomos direto para a Paróquia São Sebastião para descarregar. Logo após que descarregamos, fomos ao local do desastre, tivemos um forte impacto ao ver tamanha destruição ocasionada pela lama. Momentos de emoção tomaram conta de todos, pois, fomos no local em que foi encontrada a maioria dos corpos”, relata Robson.

“Conversamos com alguns bombeiros que estavam no local e pudemos ver de perto a dificuldade de cada um deles nos resgates. Falamos com alguns moradores da cidade e a emoção e tristeza é igual para todos. Não tinha um cidadão que conversávamos que não tinha um amigo ou um familiar trabalhando na mineradora naquele dia”, relata.

“Demos total apoio à iniciativa, pois acreditamos na importância de incentivar esse lado humanístico dos nossos alunos, que preocupados com a necessidade das pessoas que passam por dificuldades, mobilizaram a cidade de Jaguariúna e região”, declara o professor Flávio Pacetta.

 


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