Associação faz proposta de gestão para moinho

Representantes da Associação Povos Unidos estiveram no dia 5 de fevereiro na Câmara de Holambra apresentando proposta de gestão para o moinho de mesmo nome. O convênio entre a associação e a Prefeitura está regulamentado no projeto de lei 001/2015, de autoria do Executivo. Caso seja aprovado, a associação administrará o moinho e o utilizará como ferramenta para divulgar a cultura holandesa e alavancar o nome da cidade no cenário turístico nacional e internacional.

Moinho

Tony Hulshof e Ivonne de Wit falaram por cerca de 2 horas a respeito da atual situação do Povos Unidos e das propostas da associação. Relataram os esforços voluntários empreendidos pelos moleiros durante os sete anos de vida do moinho e detalharam futuras reformulações a serem realizadas como exposições interativas abordando os tipos de moinhos existentes, a história do Povos Unidos e a importância desse tipo de instalação na formação da Holanda.

Além de recuperar e conservar em funcionamento o ponto turístico mais importante da cidade, o objetivo da associação é manter o local aberto ao público na maior parte da semana, evitando a decepção de turistas que atualmente têm suas expectativas frustradas ao encontrarem o moinho fechado.

HOLAMBRENSES ISENTOS
O projeto prevê que os visitantes passarão a pagar ingresso para colaborar na manutenção do equipamento e nos encargos salariais de funcionários. Os moradores de Holambra estarão isentos do pagamento. Como a Associação não tem fins lucrativos, todo dinheiro será revertido para o moinho.

Inicialmente é previsto um subsídio mensal da Prefeitura. Entretanto, outras formas de arrecadar recursos estão sendo planejadas, como acordos de patrocínio e venda de produtos elaborados especificamente para o Povos Unidos. A criação de logotipo, material de divulgação, guia de visitação e sinalização apropriada também estão nos planos da Associação.

CURSO DE MOLEIRO
Pela proposta será oferecido curso de moleiro aos interessados já que para operar o equipamento é necessária mão de obra qualificada. A iniciativa permite renovar os quadros da Associação e mostrar que não há o interesse em manter a associação ou a gestão do moinho nas mãos de um grupo fechado:”o objetivo é permitir continuidade por muito tempo, precisamos formar novos moleiros para que o trabalho siga adiante”, afirmou Ivonne.

Tony e Ivonne também deixaram claro que a associação cuidará apenas da gestão do moinho: o patrimônio continuará pertencendo inteiramente à cidade. O projeto de lei deverá ir à votação nas próximas sessões da Câmara.

  

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