Comunidade homenageia padroeiro com festa no fim de semana

Para comemorar o Dia de São Benedito, celebrado em 5 de outubro, a comunidade do bairro Roseira de Cima, em Jaguariúna, promove festa no próximo fim de semana. A festividade contará com missa, praça de alimentação e música ao vivo.

As comemorações começam no sábado, dia 7 de outubro, a partir das 19h, quando acontece show musical com Rick e Rodrigo no salão de festas ao lado da igreja.

No domingo, dia 8, as homenagens ao santo padroeiro do bairro têm início às 17h30 com a Santa Missa, celebrada pelo padre José Siqueira, pároco da matriz Sagrado Coração de Jesus. Na sequência, tem show com Junior Rodrigues e Família.

Nos dois dias de festa serão vendidos pastel, lanche de pernil, batata e bebidas. Como diversão, o evento oferece as barracas de tomba lata, pesca e surpresa, além de cama elástica.

São Benedito é especial para o povo brasileiro. É um dos santos mais queridos, cuja devoção é muito popular no Brasil. Cultuado inicialmente pelos escravos negros, por causa da cor de sua pele e de sua origem – era africano e negro -, passou a ser amado por toda a população como exemplo da humildade e da pobreza. Esse fato também lhe valeu o apelido que tinha em vida, “o Mouro”. Tal adjetivo, em italiano, é usado para todas as pessoas de pele escura e não apenas para os procedentes do Oriente. Já no Brasil, ele é chamado de São Benedito, o Negro, ou apenas “o santo Negro”.

Há tanta identificação com a cristandade brasileira que até sua comemoração tem uma data exclusiva no País. Embora em todo o mundo sua festa seja celebrada em 4 de abril, data de sua morte, no Brasil ela é celebrada, desde 1983, em 5 de outubro, por uma especial deferência canônica concedida à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

O Santo Negro 

O nome latino Benedictus, em português corresponde a Bento e Benedito. Bento é empregado para designar os papas e outros santos que levaram esse nome: Benedito é usado para designar o santo negro. Benedito nasceu em 1526 na aldeia de San Fratello (santo irmão), também designada com a forma helenizada de São Filadelfo, situada na província de Messina, na ilha da Sicília. Era filho de pais descendentes de escravos levados para a Sicília. Era o mais velho da família e conseguiu a liberdade da escravidão através do professor siciliano Manasséri. Dos pais recebeu excelente educação religiosa e espiritual, mas parece que nunca aprendeu a ler e nem escrever.

Desde os 10 anos manifestou uma pronunciada tendência para a penitência e para a solidão. Guardando rebanhos nos montes circunvizinhos à sua cidade natal, entregava-se frequentemente à oração, de forma que os companheiros o chamavam de “o santo mouro”.

As humilhações e gozações dos companheiros por causa da piedade só fizeram aumentá-la. Aos 18 anos, com o fruto de seu trabalho, provia a si mesmo e aos pobres.

Um jovem senhor, Jerônimo Lanza, vendo como o maltratavam por causa de sua piedade, chamou-o para o eremitério em que viviam alguns companheiros e Benedito o seguiu. Tinha então 21 anos. A vida de Benedito tornou-se um exercício contínuo de todas as virtudes e adquiriu fama de operar milagres. Isso fez com que ele e os companheiros abandonassem os arredores de Messina e fossem para o monte Pellegrino, um rochedo inóspito perto de Palermo, célebre por ter sido a morada de outra santa penitente, Santa Rosália. Após a morte de Jerônimo, os eremitas escolheram Benedito como seu superior. Mas o papa Pio IV, em 1562, proibiu a existência de eremitas na ilha da Sicília. Os que quisessem deviam ingressar nas ordens existentes. Benedito, obediente, ingressou na ordem franciscana, no convento de Santa Maria de Jesus, em Palermo, onde viveu até o fim da vida, com exceção de 3 anos passados no convento de Santa Juliana. Ali em Palermo foi, sobretudo, o cozinheiro, e sua fama de operador de milagres cresceu. Em 1578 o capítulo geral dos franciscanos o nomeou guardião ou superior do seu convento, cargo que ele aceitou só por imposição de santa obediência. Foi também mestre de noviços. Morreu em 1589. Seu corpo está incorrupto e exposto na igreja do seu convento em Palermo.

  

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