Consórcio PCJ emite Nota de Alerta Emergencial de Restrição de Consumo aos municípios consorciados

Fugindo da normalidade estamos adentrando o mês de novembro de 2020 com a ocorrência de apenas de 34% do volume de chuvas esperado para o período, tendo como agravante o aumento da temperatura e ampliação do consumo de água na ordem de 20%. Some-se a isso, a dificuldade das Companhias de Saneamento em captar água para tratamento se quer para o consumo normal da população, diante da queda da disponibilidade hídrica, devido ao evento climático extremo do qual estamos vivenciando, ainda tiveram que se defrontar com o aumento inesperado do consumo.

O Consórcio PCJ lançou sua “Nota de Alerta” no início de outubro, houve uma sintonia muito grande entre as Companhias de Saneamento, Prefeituras, Organismos Gestores Públicos e Privados, com campanhas para redução do consumo e outras providências cabíveis para o momento. Aparentemente funcionou, alguns Municípios que estavam em Estado de Emergência, assumiram parcialmente o controle da situação, mas todos contavam com as chuvas que ainda não ocorreram.

Os 22 Municípios que tem suas captações de água regularizadas pelo Sistema Cantareira, de certa forma, estão mais seguros apesar da estiagem prolongada. Os demais 44 Municípios das Bacias PCJ, não atendidos pelo Sistema Cantareira, estão aplicando as Orientações de Enfrentamento da Estiagem propostas pelo Consórcio PCJ, com medidas a serem tomadas em função do atendimento do abastecimento de água, divididas em graus de “Baixa, Média e Alta” dificuldades de atendimento.

As chuvas não estão ocorrendo conforme o esperado. O próprio Sistema Cantareira está adentrando na “Faixa de Alerta” e o “Projeto Superando a Estiagem”, coordenado pelo Consórcio PCJ e parceiros vem a público externar a gravidade da atualidade e a necessidade de não ampliação do consumo de água pela comunidade, independentemente das temperaturas e possíveis chuvas esporádicas que ocorram.

 

Os dados a seguir expõe a gravidade do momento:

• O volume de chuva na região do Sistema Cantareira, de janeiro a outubro, está 20% abaixo em relação a 2019.

• Embora em 2019, no mês de outubro, a chuva no Sistema Cantareira tenha ficado menor que em 2020, o volume reservado no sistema era maior.

• Isso em razão do volume de chuva de janeiro a outubro ter sido maior o que resultou em vazão de afluência maior e, o volume descarregado para jusante em 2019 foi menor que em 2020.

• Mesmo com vazões descarregadas maiores, a vazão do rio Atibaia está apenas 8,0% acima e o Rio Piracicaba apresenta uma vazão 19,0% inferior ao ano 2019.

• Nota-se ainda que em ambos os pontos de controle as vazões estão inferiores à média histórica.

Dados: 2019, 2020

Média Histórica

Volume de Chuvas Sist. Cantareira

(Jan a Out) mm

1.037,60

834,70

1.166,50

 

Volume de Chuvas Bacias PCJ

(Jan a Out) mm

914,25

695,13

907,15

 

Volume de Chuvas em outubro

Bacias PCJ mm

43,31

31,02

91,57

 

Volume de Chuvas Sist. Cantareira

outubro mm

29,40

54,30

127,80

 

Vazão de Afluência Natural

Sist. Cantareira (m³/s)

6,64

4,43

26,24

Volume armazenado Sist. Cantareira (%)

41,28

35,59

 

Volume descarregada p/ Bacias PCJ

(Jan a Out) hm³

107,56

130,49

 

Vazão Rio Atibaia

na Captação Valinhos (m³/s)

11,04

11,96

14,99

 

Vazão do Rio Piracicaba

em Piracicaba (m³/s)

23,85

19,42

71,90

*não se aplica

**dados de outubro se referem até o dia 28/10/2020

Pelos dados apresentados acima e somando que estamos com a ocorrência do fenômeno “La Niña”, que esfria as águas do Oceano Pacífico, causando diminuição de chuvas no Sul e Sudeste brasileiros, temos a alertar que o momento é de consumo restritivo, ou seja, consumir “somente o imprescindível e o suficiente”.

Que se mantenha esse “Estado de Restrição” até que a ocorrência de chuvas mude a atual criticidade e permita retornar à normalidade.

  

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