Dengue ultrapassa 2 mil casos e Saúde pede atenção para limpeza de imóveis em Mogi Mirim

A dengue em Mogi Mirim ultrapassou os 2 mil casos com menos de cinco meses completados no ano. Boletim semanal divulgado pela Vigilância em Saúde mostra que até  esta quinta-feira (7) o município contabiliza 2.007 casos positivos da doença, aumento de 142 casos em relação ao boletim do dia 30 de abril. As notificações saltaram de 5.479 para 5.740 em uma semana.

Ciente do aumento dos casos, a Secretaria de Saúde pede para que a população colabore com a limpeza de residências, evitando assim, o acúmulo de criadouros e a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Vale lembrar que as ações realizadas pelo Poder Público não param e consistem em um trabalho baseado em mutirões de limpeza e orientação, nebulização costal e veicular, visita a pontos estratégicos, imóveis especiais, busca e controle de criadouros, entre outros.

A escassez de chuvas e o clima mais seco contribui para o atual cenário da doença em Mogi.

“Temos que lembrar que há mais de 30 dias não chove, isso ajuda a não ter larva. Então, se o mosquito picou alguém em determinada rua, transmitiu dengue naquela rua para cinco, seis pessoas ou uma família toda, é porque o criadouro está na nossa casa, não naquele terreno ou na vizinha. Temos que prestar muita atenção nessa questão”, alertou a coordenadora da Vigilância em Saúde, Joalice Penna Rocha Franco.

Ela reforçou os pedidos por mais atenção dentro de casa. E deu exemplos para isso.

“Temos que ter cuidado ao enxugar as grelhas no nosso quintal, porque todo mundo lava o quintal. Pode ser um criadouro no ralo da casa também. O banheiro que está no fundo do quintal, mas tem alguma coisa acumulada no vaso sanitário, se o vaso tem ou não tampa. Caso não tenha, o recomendado é cobrir com saco plástico. São pequenas coisas que não temos olhos mais críticos, e tentamos alertar para que a população tenha esse olhar”, destacou.

 

Boletim

O boletim desta quinta-feira mostra que dos 2.007 casos, 1.040 foram registrados em mulheres e 967 em homens. A faixa etária de 16 a 59 anos é a que concentra a maioria dos casos positivos (1.372), seguido das pessoas acima de 60 anos (335), 6 a 15 anos (221) e até 5 anos (79).

A zona Norte é a região com mais casos a cidade, com 1.013 confirmações, acompanhada da zona Leste (380), Centro (241), zona Oeste (223), zona Sul (112) e zona rural (38).

São três mortes confirmadas até aqui, um homem de 93 anos, morador do bairro Santa Luzia e uma mulher, de 56 anos e outro um homem, de 72 anos, ambos moradores do Centro. Nos dois últimos casos, a Secretaria de Saúde atestou as mortes em exames de sorologia de dengue realizado pela Secretaria de Saúde em um laboratório credenciado no próprio município. A Prefeitura aguarda a chegada de exames do Instituto Adolf Lutz, em São Paulo.

 

  

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