Educação dos Filhos – Acolhimento e Frustação

Por Luciano Rocha

A educação dos filhos requer tempo e muita dedicação, saber qual a melhor maneira de agir nem sempre é tarefa fácil.

Muitos pais se queixam da agressividade das crianças quando recebem um NÃO, dizem não saber lidar com a situação.

A frustração e a agressividade enquanto reações NORMAIS da criança passam espontaneamente quando seu protesto é atendido e sua frustração aliviada.

Porém nem sempre isso se dá de modo NORMAL, nesses momentos o ACOLHIMENTO à criança é importante para que ela aprenda aos poucos a suportar e a elaborar suas frustrações.

Na ausência do acolhimento, a criança tende a se tornar defensiva, manifestar agressividade e a não conseguir elaborar saudavelmente suas frustrações influenciando em seu desenvolvimento psíquico e em sua forma de ver e viver a vida.

Como foi dito anteriormente, saber qual a melhor maneira de educar os filhos não é tarefa fácil, por isso estar atentos para a realidade vivenciada pela criança e saber que ela depende de pais que as auxiliem em seu melhor desenvolvimento é muito importante e estar disposto a exercer a FUNÇÃO de pais é essencial.

Conhecendo a realidade infantil, podemos compreender o que se passa em “seu mundo”.
Entender e aceitar que a criança é um ser inteligente e que sendo assim não podemos ignorar esse fato e passar a tratá-la como sendo incapaz é importante, pois na ignorância deformamos a sua capacidade de compreensão.

Quando se trata de frustração, muito se debate sobre a melhor maneira de agir diante da resultante agressividade da criança, há quem defenda o revide e outras formas de castigo, porém precisamos ter cuidado com a forma de lidarmos com a situação, pois a criança possui VOCAÇÃO natural para ser adulto e depende de nossa compreensão para ajudá-la nessa realização.
Sendo assim, colocar os necessários limites é algo a ser feito de maneira equilibrada para não atravancarmos o desenvolvimento saudável da criança.

Quando auxiliamos a criança a lidar com suas frustrações, acolhendo ao invés de simplesmente punirmos com castigos e reações agressivas, estamos respeitando sua inteligência e fornecemos elementos para o seu saudável desenvolvimento psíquico, o que a capacita a aguentar as frustrações na vida e a elaborar criativamente o sofrimento.

Vale ressaltar que acolher, cuidar, auxiliar não significa impedir que a criança tenha frustrações e manifeste agressividade reativa, pois ambas desempenham um papel importante no desenvolvimento e no fortalecimento psíquico.

Colocá-la em “REDOMAS” impedindo que se frustre, superprotegê-la e mimá-la atrapalha seu amadurecimento psicológico e a torna mal preparada para enfrentar as inúmeras frustrações a que estamos sujeitos na vida.

Da mesma forma, se a deixarmos sem cuidado e sujeita a frustrações em excesso, ela poderá ser psicologicamente afetada e desenvolver agressividade patológica.

Como se vê, educar realmente dá trabalho, muitas dúvidas podem surgir, muitos erros podem ser cometidos, mas como sempre, no meio termo, no EQUILÍBRIO, está a virtude e para sua pratica é preciso sensibilidade, afetividade, inteligência e cultura psicológica. Isso pode ser desenvolvido através de um trabalho de autoconhecimento. Nas dificuldades sempre é bom contar com a orientação profissional.

  

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