Especialistas examinam ponto e descartam risco de desabamento

Três especialistas em estrutura examinaram a ponte metálica da Avenida dos Trabalhadores e concluíram que nenhum elemento estrutural apresenta qualquer sinal de comprometimento que possa sugerir risco de desabamento.

A inspeção foi realizada nesta quarta-feira, dia 23 de agosto, pelos engenheiros Pedro Gonçalves e José Almir Novo Bueno, da Jeene Juntas e Impermeabilização, e Roberto Silva, da Suporte Macaqueamentos de Estruturas e Protensão de Monobarras, de São Paulo.

A avaliação foi feita por solicitação do secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli Neto, conforme definido com o prefeito Walter Caveanha na sexta-feira, quando ambos verificaram as condições da ponte após especulações de que ela poderia ruir.

Segundo Pedro Gonçalves, nenhum elemento estrutural apresenta qualquer irregularidade ou sinais de desgaste e, portanto, não há motivo para preocupação quanto à segurança da ponte.

Apenas um elemento de acabamento da base de sustentação dos painéis de concreto protendido apresenta oxidação do aço devido ao contato com água, o que levou à deterioração parcial do concreto e diminuiu o apoio, causando oscilações.

A fissura que aparece no pavimento na cabeceira da margem direita do Rio Mogi Guaçu é absolutamente normal e tem de existir para o trabalho de movimento da estrutura da ponte porque ali é uma junta de dilatação.

Foi a fissura que deu margem à boataria que repercutiu em redes sociais a partir de postagem de leigo e só não estava visível antes porque foi encoberta por massa asfáltica quando do recapeamento da Avenida dos Trabalhadores.

Preventivamente e a fim de atenuar o desconforto da passagem dos veículos sobre a fissura, a Secretaria de Obras e Viação vai reforçar o escoramento da base das placas protendidas ainda esta semana, mas sem necessidade de interditar a ponte.

Nesse ínterim, a Prefeitura aguardará que a equipe de especialistas encaminhe proposta para recomposição das juntas de dilatação, serviço que deve ser executado em dois dias, e nesse caso, sim, será necessária interdição temporária.

A ponte de ferro sobre o Rio Mogi Guaçu foi construída em 1904 para a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro. Com a desativação da ferrovia, a estrutura foi adaptada como ponte rodoviária em 1982, na primeira gestão do prefeito Walter Caveanha.

Ela tem 72 metros de comprimento, 8,6 metros de largura e passarelas laterais de 2 metros de largura para pedestres. Em 2008, recebeu manutenção, substituição de painéis protendidos na cabeceira direita e nova pintura.

Para preservar a estrutura e evitar o desgaste da ponte, a Secretaria de Obras e Viação instalou radar de restrição veicular e proibiu o trânsito de caminhões acima de dois eixos e mais de 20 toneladas de peso.

Por precaução, a SOV limitou a velocidade máxima na ponte a 20 quilômetros por hora até que sejam realizados os reparos de manutenção e reforço de estrutura recomendados pelos especialistas.

Matéria: ASCOM

  

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