Especialistas orientam sobre ações contra transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya

A Prefeitura firmou termo de cooperação com o CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo) em apoio à “Campanha Farmacêuticos Contra a Dengue, Zika e Chikungunya”. A parceria foi assinada pelo prefeito Walter Caveanha e o presidente do CRF-SP, Pedro Eduardo Menegasso, nesta segunda-feira, dia 14.

O ato precedeu as palestras de capacitação de farmacêuticos de Mogi Guaçu e região e alunos do curso de Farmácia das Faculdades Integradas Maria Imaculada, apresentadas no auditório da instituição, no escopo da campanha. A primeira palestra foi apresentada pelo farmacêutico José Eduardo Gomes de Arruda, mestre e doutor em biologia de agentes infecciosos e parasitários pela UFPA (Universidade Federal do Pará).

Arruda fez ampla explanação sobre o mosquito Aedes aegypti, suas características e comportamento, e explicou a diferença entre as doenças, cujos vírus são transmitidos pelo mesmo vetor, os diagnósticos e o tratamento. Ele explicou que, de todas as formas de combate ao mosquito, a mais eficaz ainda é a eliminação de criadouros de larvas, mas não apenas jogando a água fora, mas lavando os recipientes a fim de eliminar os ovos. Segundo o especialista, o Aedes aegypti tem como habitat as áreas urbanas por ser antropofílico, isto é, prefere viver perto do homem. A fêmea é que se alimenta de sangue humano porque necessita de proteína para produzir os ovos.

A professora Amouni Mohmoud Mourad, da Universidade Presbiteriana Mackenzie e assessora técnica do CRF-SP, compartilhou conhecimentos sobre como atender pacientes com suspeita de dengue, chikungunya e zika. Docente dos cursos de Farmácia e Nutrição, Anoumi ponderou que não cabe ao farmacêutico diagnosticar doenças, mas identificar os sintomas, como febre, dor nos olhos, diarreia, e encaminhar o paciente para atendimento médico.

CONTROLE

A secretária de Saúde, Clara Alice Franco de Almeida Carvalho, destacou que este ano Mogi Guaçu vem conseguindo evitar que se repita a epidemia de dengue registrada em 2015. No ano passado, Mogi Guaçu confirmou 14.583 casos positivos, de um total de 20.645 notificações.  Já em 2016, até o momento, de 576 notificações, apenas 46 eram soropositivos.

Segundo a coordenadora do Programa de Controle de Dengue, Cristiana Folchetti Monteiro Ferraz, embora os números atuais sejam inferiores, existe risco de ocorrer nova epidemia este ano, ainda que em menor proporção. Mesmo com números reduzidos em comparação com o mesmo período do ano passado, as ocorrências registradas em 2016 já colocam Mogi Guaçu em situação de alerta.

  

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