Fase Vermelha impacta faturamento de bares e restaurante no mês de maior faturamento do setor

A ampliação das restrições de funcionamento no comércio neste final de ano, com a decretação da Fase Vermelha em todo o Estado de São Paulo nos períodos de 25 a 27 (Natal) e 31 a 3 de janeiro (Réveillon), foram mau recebidas pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel RMC). Com restrições de abertura, o setor deverá sentir forte queda financeira, uma vez que este o mês de dezembro, considerado o melhor do ano, representa 20% do faturamento anual de bares e restaurantes. Em 2020, o prejuízo acumulado já chega a 60%, além de corte de 30% em contratações de mão de obra temporária para as festas de final de ano e férias.

Para a Abrasel RMC, o anúncio das medidas pelo governo pegou os comerciantes totalmente desprevenidos. A retomada à Fase Amarela, no início do mês, a restrição de horários de atendimento e proibição de vendas de bebidas depois das 20h, na semana passada já foram bastante sentidas, impactando as vendas e faturamento no último final de semana.

As restrições no final de ano são um duro golpe para todos os setores, especialmente para bares e restaurantes. O faturamento de dezembro costuma ajudar na recuperação do caixa para o pagamento de 13º salário e outras despesas. Sem venda, a Abrasel RMC vislumbra um cenário pessimista para o inicio de 2021, com bares e restaurantes sem caixa para pagar funcionários, impostos e parcelas de empréstimos de ajuda do governo que começam a ser cobrados em janeiro.

O setor já está bastante debilitado financeiramente, por conta da longa crise sanitária e financeira e o resultado pode ser ainda mais devastador do que o registrado ao longo da quarentena de mais de 140 dias, com quebra generalizada de pequenos e médios negócios e mais demissões no início do ano.

A Abrasel RMC não compreende a incapacidade de planejamento e, principalmente a falta de transparência do Governo do Estado no gerenciamento da crise e controle da saúde pública, uma vez que em novembro a situação era de total controle, segundo o próprio Estado. “Parece que o governo não sabia que teríamos Natal e Réveillon e o governo não sabia disso para se planejar antecipadamente”, conclui Matheus Mason, presidente da Abrasel RMC.

  

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