fbpx

Los Circo Los apresenta espetáculo neste sábado, dia 7, em Artur Nogueira

A bordo de um veículo off-road cor-de-sol, dois malabaristas para lá de irreverentes resolveram circular por todos os cantos do Estado de São Paulo. No porta-malas deste veículo, movido a aventura e a diversão garantida, a dupla carrega alguns atributos essenciais para a cena teatral: talento, diversidade nas artes circenses e íntima interação com o público. Aliás, todas essas características são fundamentais para a turnê do espetáculo Circulando pelo Interior, assinada pela premiada trupe Los Circo Los. Em Artur Nogueira, a apresentação gratuita está marcada para sábado, dia 7 de maio, às 17h, na Praça Laudo Natel (Praça do Coreto).

Contemplada pelo edital Projetos de Montagem e Temporada e/ou Circulação de Espetáculos de Circo do ProAC (Programa de Ação Cultural de São Paulo), a turnê de Circulando pelo Interior passará por três regiões do Estado de São Paulo: Circuito Sudoeste (Monte Castelo, Santa Mercedes e São João do Pau D’alho), Circuito Nordeste (Bilac, Clementina e Gabriel Monteiro) e Circuito Norte (Nova Granada, Álvares Florence, Américo de Campos e Palestina), bem como Artur Nogueira e Rio Claro.

Criado a partir da estética do teatro de rua, Circulando pelo Interior propõe algumas combinações entre três virtuoses das artes circenses: malabarismo, acrobacia e a comicidade dos palhaços de picadeiro. Da primeira habilidade, a plateia conferirá com olhos atentos malabares de contato (bola de cristal), com claves e bolinhas (tradicionais da lona), além de um instigante número com facas. Por sinal, essa investigação tem sido o norte da pesquisa desenvolvida pelos artistas Rodrigo Mallet e Vitor Poltronieri desde a fundação da trupe, em 2004.

A fim de intensificar as tintas de comicidade da montagem, a dupla convidou o palhaço Esio Magalhães, integrante do Barracão Teatro e intérprete de Zabobrim, para contribuir com a dramaturgia, bem como assinar a direção do espetáculo. “Busquei trabalhar a comicidade principalmente na relação entre os dois, o que é muito característico nos antagonismos das duplas cômicas. Enquanto um é menor, o outro é maior, enquanto um é mais da ordem, o outro se apresenta mais excêntrico. Trata-se realmente de uma relação arquetípica, que dá muito jogo entre as personagens e também na relação dos dois com a plateia. Nesse espetáculo, a comicidade é um acontecimento surpreendente”, explica Esio.

A plateia não está esquecida durante o espetáculo. Pelo contrário, até para reafirmar a estética dinâmica e participativa da teatralidade da rua, o público se torna ator principal em determinados momentos da trama. “Os espectadores são fundamentais. Além de serem cúmplices dos jogos propostos pelos atores, eles são partes integrantes do espetáculo, tanto participando efetivamente de algumas cenas quanto influenciando as personagens nas tomadas de decisões. A montagem é muito interativa”, explica Vitor Poltronieri.

Apesar de ser o carimbo cronológico de passaporte pelas sensações saboreadas pelo público, como o suspense, a comédia, o romance e o encanto; a presença de três malas na cena tem um significado simbólico durante a trama. “Elas são o nosso cenário que está em diálogo com a rua. Além de pontuarem o início, o meio e o fim do espetáculo, esses objetos de tamanhos diferentes resumem a trajetória de nossas vidas. Até porque, ao passar dos anos, nossa bagagem de conhecimento e de vivência vai sempre aumentando, tal como as malas desses dois malabaristas”, destaca Mallet.

O enredo
Ao centro de uma roda, os espectadores são instigados pela presença de três malas. Detalhe: cada uma de um tamanho distinto. De repente, dois malabaristas interrompem a observação do Respeitável Público. Dito e feito: o jogo entre os artistas e a plateia está construído. Tudo, é claro, sob a estética desafiadora e afiada do teatro de rua. “Tal como o malabarismo, a rua tem uma característica muito forte: a imprevisibilidade. Gostamos do que acontece sem estar programado. Nós interagimos com isso, além desse ponto ajudar com que o espetáculo cresça em qualidade e em duração”.

Na cola dessa dupla, que exala a graciosidade dos tradicionais narizes pintados do picadeiro, a plateia vive instantes de queixo caído (virtuose com oito claves), de romance (número com a plateia ao som The Total Eclipse of the Heart) e de tensão (número arriscado com facas). “Todas as manobras feitas têm uma evolução rítmica e refletem o próprio jogo entre os personagens, além de serem motivos para cada vez mais entendermos as lógicas de cada um deles. Mesmo com a excelência na arte do malabarismo, o jogo cômico entre os atores faz com que seja uma obra aberta à improvisação e ao erro. Buscamos deixar o jogo do malabares ainda mais divertido e participativo”, destaca Mallet.

A trupe
A Los Circo Los nasceu a partir de um encontro casual entre os artistas Rodrigo Mallet e Vitor Poltronieri. Desde o início da trupe, em 2004, a dupla investiga as inúmeras potencialidades e os diversos encontros possibilitados pelas virtuoses das artes circenses, entre as quais o malabarismo, as acrobacias individuais e coletivas, bem como a palhaçaria clássica dos picadeiros. No repertório, além de Circulando pelo Interior, a trupe conta com outros três espetáculos: A Magia do Circo, Versão Brasileira e OlimPIADAS. Em 11 anos de estrada, a Los Circo Los arrebatou diversos prêmios em festivais pelo Brasil, entre os quais Festival de Teatro das Agulhas Negras (FESTAN) e Festival de Teatro de Paraguaçu Paulista (FETEAPP).

Serviço
O quê: Circulando pelo Interior
Quando: Sábado (7/5), às 17h, na Praça Lauro Natel, a Praça do Coreto (Avenida Fernando Arens, no Centro)
Classificação etária: Livre
Quanto: Entrada franca
Informações: www.loscircolos.com.br

Matéria: Tiago Gonçalves

circo

  

Comentários