Memória seletiva e livre-arbítrio em insetos

Estudos científicos comprovam a senciência nesses animais

Após a descoberta da senciência dos animais, tudo se modificou em relação a eles, abrindo novas portas para o conhecimento, aprofundando-o, dando respostas à própria Ciência e à sociedade – os animais precisam viver com respeito e dignidade.  Não há como refutar esta máxima.  Os estudos conclusivos conferem e modificam paradigmas anteriores, inclusive, científicos, quando se pensava que somente nós, animais  humanos, seríamos portadores de tais singularidades como ter consciência.

E a neurociência avança nos estudos que são muito recentes e confiáveis, desde julho de 2012, incluindo os animais e todas espécies como seres sencientes.

Agora, ninguém mais poderá afirmar que os animais não têm consciência.   Isso ficou para trás quando não havia pesquisas aprofundadas no cientificismo, apenas, considerações empíricas, ou seja, sem embasamento à luz da Ciência.   A Humanidade precisa se adaptar a essa nova conceituação, modificar seu entendimento sobre todos os animais existentes na Terra e, evidentemente, exige muito esforço de cada um de nós para entender e  nova realidade que se vislumbra.

MOSCAS POSSUEM ATENÇÃO SELETIVA – Instituto de Neurociência de San Diego – Califórnia / EUA

Seguindo meus constantes estudos, até as moscas têm consciência, atenção seletiva, segundo os avanços da própria neurociência e isso é espetacular, modificando paradigmas.  De acordo com tais estudos e pesquisas efetuadas no Instituto  de Neurociência de San Diego, Califórnia, EUA, testes com moscas comprovaram que elas têm atenção seletiva, algo inimaginável até pouco tempo. Para melhor exemplificar, uma caixa  pequena foi colocada para girar em torno das drosófilas melanogaster (moscas que pousam sobre as frutas) e, a cada três segundos, a caixa era substituída por uma cruz.  O resultado comprovou que a frequência das ondas cerebrais aumentava quando a cruz aparecia, comprovando o alto nível de concentração.  Isso é consciência movida pela atenção seletiva.

O LIVRE-ARBÍTRIO ENTRE AS MOSCAS – até as moscas demonstram essa peculiaridade

Os animais muitas vezes reagem como todos nós – as moscas às quais me refiro, testes revelaram  que elas têm como todos nós livre-arbítrio, assim como os demais animais existentes na Terra.  E isso intriga grandes estudiosos como Björn Brembs, da Freie Universität – Berlim – Alemanha,  a mais prestigiada universidade desse país.  Segundo o pesquisador, o comportamento do inseto não é nem aleatório nem determinado, algo atípico que revela decisões tomadas, exercendo o seu livre-arbítrio.    O mesmo ocorre com animais de outras espécies que já fora revelado não apenas ao mundo científico mas, também, à sociedade leiga mundo afora.

ANALOGIA
Quando vemos, por exemplo, uma ave, no caso específico, uma galinha adotando animais de outras espécies rejeitados pela mãe, isso não é algo instintivo – é livre-arbítrio,  decisão tomada seguida de compaixão, exatamente como todos nós, animais humanos.    Tais cuidadosos e proficientes estudos derrubam teses e ideias de que os animais agem por instinto, desprovidos de consciência e sentimentos.  Precisamos entender que eles sentem como todos nós.

ABELHAS  SÃO CAPAZES DE APRENDER – Quenn Mary University of London
Entomologistas afirmam existir entre 5 a 10 milhões de espécies de insetos diferentes

Dando continuidade às minhas pesquisas, encontrei na revista Science algo muito interessante e que acrescenta para o nosso conhecimento como agem os insetos.   Segundo estudos à luz de pesquisadores da Queen Mary  University of London, abelhas são capazes de adquirir novos aprendizados e comportamentos, apenas observando outros animais da mesma espécie.   Cientistas demonstraram que esses insetos podem desenvolver técnicas para sobrevivência, como a falta de alimentos e até a necessidade de fuga  por razão de perigo iminente.  Ensinaram as abelhas como mover uma bolinha amarela de um canto para outro, no centro de uma plataforma e, após concluírem,  recebiam uma “recompensa”, ou seja, água com açúcar.  Outras abelhas aprenderam a movimentar a bolinha, apenas observando seus pares.   Portanto, ilustres amigos e amigas isso com pro va a consciência nos insetos.

Entomologistas afirmam existir entre cinco a dez milhões de espécies diferentes de insetos e apenas em torno de um milhão foram catalogados.   Podemos deduzir, por analogia, que outros insetos também possuem memória seletiva e livre-arbítrio, uma vez que o princípio da vida é o mesmo em todos os seres vivos.   A senciência dos animais ganha terreno, avançando cada vez mais, desmistificando o fato que somente nós, animais humanos, somos detentores de sensibilidades, percepções e consciência.  O especismo perde terreno para o biocentrismo.  Ainda bem!
Portanto, ilustres leitores(as), dou sequência aos meus estudos, dedicando-me horas a fio, objetivando levar aos leitores as mais atualizadas  informações e afirmo peremptoriamente que não plagio ninguém.  O que escrevo é resultado de meus constantes estudos, simplificando-os, informando, fazendo a minha parte, exatamente o que caberia aos governos estaduais e municipais através das escolas, o que ainda não é realidade no Brasil.  Um dia, acredito, será assim e que não demore muito!

Gilberto Pinheiro, jornalista, consultor da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, palestrante em escolas, universidades, ex-articulista do site da Amaerj, destacando a senciência e direitos dos animais.

Somos o coração, a alma, a voz dos animais
Gilberto Pinheiro

  

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