OMS declara emergência internacional após surto de Ebola na África
República Democrática do Congo e Uganda registram casos da cepa Bundibugyo, que não possui vacina ou tratamento aprovado
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de importância internacional após a confirmação de um surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda. A medida foi anunciada depois que o vírus ultrapassou a fronteira congolesa e teve casos confirmados em território ugandense.
O surto é causado pela cepa Bundibugyo, uma variante rara do vírus Ebola para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico aprovado. Segundo a OMS, até o momento foram registrados pelo menos 246 casos suspeitos, oito confirmações laboratoriais e cerca de 80 mortes suspeitas na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo.
Em Uganda, dois casos foram confirmados laboratorialmente na capital Kampala, incluindo uma morte. As autoridades informaram que os pacientes haviam viajado para a República Democrática do Congo.
O Ebola é uma doença grave e altamente infecciosa, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas contaminadas, além de materiais infectados. Os sintomas incluem febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, hemorragias internas e externas.
De acordo com a OMS, a taxa média de mortalidade do Ebola gira em torno de 50%, mas pode variar conforme a cepa do vírus. No caso da variante Bundibugyo, a taxa estimada de mortalidade varia entre 25% e 40%.
A organização recomendou que os países da região reforcem a vigilância epidemiológica, o rastreamento de contatos, a testagem laboratorial e o isolamento de casos suspeitos. A OMS também orientou o reforço das medidas sanitárias em fronteiras e rotas internas, mas descartou, neste momento, o fechamento de fronteiras.
A República Democrática do Congo já enfrentou surtos graves da doença anteriormente, incluindo a epidemia registrada entre 2018 e 2020, que deixou mais de 2,3 mil mortos.
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Fonte: OMS e CNN
Crédito da foto: OMS