Por 15 x 1 Samuel Cavalcante tem mandato cassado

Uma sessão extraordinária com alguns percalços e duração de oito horas, marcou a história de Mogi Mirim. O julgamento do vereador Samuel Nogueira Cavalcante acabou por volta das 3 horas da manhã desta quinta-feira, 23, a Câmara de Mogi Mirim decidiu pela cassação do mandato do edil, por 15 votos a 1.

Samuel estava sendo acusado pela prática da “rachadinha”, esse ato é a exigência da devolução de parte dos salários de seu ex-assessor parlamentar, o pastor evangélico Adauto Donizete Sebastião. 

O ex-assessor e outras duas pessoas formalizaram no Ministério Público e na Câmara, em novembro do ano passado, denúncia contra o vereador. O pastor trabalhou com o ex edil até o final de 2019, ele ara foi admitido em meados de 2017.

Passaram pelo gabinete do vereador três assessores Adauto foi o terceiro assessor. Anteriormente fizeram parte deste gabinete Júlio Marangoni e João Sanseverino.

A folha de pagamento do pastor mostra que ele recebia um salário base de R$ 4.529,01, enquanto um vereador tem um auxílio mensal de R$ 4.529,01, exceto o presidente da Câmara, que recebe R$ 6.466,20.

Segundo o que foi apresentado pelo relator vereador Orivaldo Magalhães, Adauto foi ao Ministério Público ao lado de Emanuel Alex Lucena da Silva onde protocolaram um documento pedindo a abertura de inquérito contra Samuel. Em seguida, eles foram ouvidos por mais de 2 horas pelo promotor de Justiça Gaspar Pereira da Silva Junior, que decretou sigilo na apuração da denúncia.

Juntamente com o documento o ex-assessor entregou um DVD contendo 130 documentos analisados, tais como gravações, cópias de conversas pelo celular e alguns outros itens não revelados, o promotor ainda aproveitou para ouvir os dois denunciantes de maneira formal, instaurando inquérito.

O edil em maio conseguiu adiar o julgamento durante a pandemia do Covid-19, aproveitando de um deslize na criação da comissão processante. O processo tramitou na Câmara até terça feira, 21 de julho, com o agendamento da sessão para o dia seguinte.

Os vereadores compareceram em sua totalidade na sessão, inclusive o vereador acusado acompanhado pela sua advogada, Dra. Karina Polidoro, que tentou mostrar que havia falhas no relatório apresentado pela Comissão Permanente.

A votação foi feita de forma nominal, nesta ordem.

 

Alexandre Cintra – Sim

André Mazon – Sim

Cinoê Duzo – Sim

 Cristiano Gaioto – Sim

Fábio Mota – Sim

Geraldo Bertanha – Sim

Gerson Rossi – Sim

Jorge Setogichi – Sim

Roberto Tavares – Sim

Manoel Palomino – Sim

Marcos Franco – Sim

Maria Helena Scudeler de Barros – Sim

Moacir Genuário – Sim

Orivaldo Magalhães – Não

Samuel Cavalcante – Não vota

Sônia Rodrigues – Sim

Tiago Costa – Sim

  

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