Projeto alerta sobre danos que chupeta causa após dois anos de idade

É grande o número de alunos da Educação Infantil que continuam a chupar chupeta mesmo após os dois anos de idade, limite recomendado pelo Ministério da Saúde para evitar que a criança sofra danos causados pelo hábito prolongado.

O problema foi constatado pela dentista Daniela Queluz, coordenadora do Programa de Prevenção em Saúde Bucal nas escolas municipais, que idealizou o projeto “Tchau Chupeta”, iniciado este mês.

Profissional da equipe do CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), Daniela apresentou duas palestras sobre o tema do projeto para professores dos CEIs (Centros de Educação Infantil) e das EMEIS (Escolas Municipais de Educação Infantil).

As palestras foram apresentadas para professores e auxiliares de educação no Teatro Tupec do Centro Cultural, na segunda-feira, e no CIC (Centro de Inovação e Capacitação) da Secretaria de Educação, nesta terça-feira, dia 15.

Foram abordadas questões como higienização e esterilização da chupeta ortodôntica e, principalmente, os danos que o uso da chupeta após os dois anos de idade pode causar à criança.

Se não for retirada na idade certa, a chupeta acarreta problemas como a oclusão, que pode prejudicar o céu da boca, afetar a fala, a dicção e dificultar o sono. Em casos adiantados, pode ser necessária até mesmo cirurgia da adenoide.

As palestras foram direcionadas aos professores para que eles atuem como multiplicadores para transmitir as orientações aos pais de alunos, alertando-os do prejuízo que o uso prolongado da chupeta pode causar às crianças.

Os CEIs (creches) e EMEIs de Mogi Guaçu atendem atualmente mais de 4.000 crianças na faixa etária de 4 meses a menos de 6 anos.

Matéria: ASCOM

  

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