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Rodeio e Vaquejada agora são Patrimônios Culturais do Brasil, saiba como a decisão afeta a região

Esta é uma semana importante para os apaixonados por rodeios e pela vaquejada. Na última quarta-feira, dia 30 de novembro, o presidente Michel Temer sancionou a lei 13.364/2016 que eleva a prática do rodeio e da vaquejada, junto as suas respectivas expressões artístico-culturais, à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial. A nova lei está publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A partir de agora, serão considerados patrimônio cultural imaterial brasileiro a vaquejada e rodeio em várias práticas como montarias; bulldog; provas de rédeas; apartação; provas dos três tambores, provas de laço; Team Penning e Work Penning; paleteadas; e provas típicas de algumas regiões, como a queima do alho.

Em nossa região, os rodeios são prática comum ao longo do ano, com shows de grandes nomes da música sertaneja e peões conhecidos em todo o país. A reportagem do O Regional conversou com o empresário, proprietário da equipe VR de Rodeio, e da Copa VR, Nelson Uliani Junior, conhecido como Juninho VR, que nos explicou em detalhes a relevância dos rodeios para a região.

“Os rodeios são importantes para não deixar morrer as raízes e tradições do povo sertanejo, do povo do campo, além de alavancar o turismo local, gerando uma boa renda para as cidades, com a confirmação da inclusão do Rodeio e da Vaquejada como Patrimônio Cultural, acredito que o preconceito irá diminuir, apesar de serem esportes totalmente diferentes, os dois fazem parte da cultura do homem do campo.”

Juninho VR ainda ressaltou que a realização dos rodeios movimenta o mercado de trabalho na região. Em média, são gerados 1.500 empregos diretos e cerca de 2.500 indiretos por evento.

Oposição

Muitas pessoas são contrárias a esse tipo de atividade, pois acreditam que é cruel o tratamento aos animais nesses eventos. Como exemplo, citam a prática de derrubar o boi puxando-o pelo rabo em vaquejadas, ou ainda, nas provas de montarias de rodeio. Questionado à respeito do assunto, Nelson explicou como é feito o manejo do animais nos rodeios. “Eles são tratados como atletas, levam vida saudável e vivem em média quatro vezes mais que animais comuns. Todo animal que chega a um evento é inspecionado por um veterinário, que confere se ele está ou não apto à montaria, se estiver tudo bem ele trabalhará no máximo 8 segundos e ao término das montarias eles retornam para o pasto, existe uma regulamentação a ser cumprida em todo o país.”, garantiu.

“O animal que pula em dia não pula no outro, ou seja, em um evento de quatro dias cada animal participa no máximo duas vezes, nenhum animal entra ou sai desses eventos sem a autorização e liberação do médico veterinário responsável. Muitas pessoas mal informadas falam coisas sem nunca ter visto, meu conselho é que as pessoas realizem visitas às fazendas onde se criam esses animais, muitos viram ídolos e são tratados melhores que muitos humanos nesse pais,” completou.

Conversamos também com o empresário e criador de cavalos e mulas, Sérgio Luiz Thomé, que estava no Plenário no momento da votação. “Precisávamos de 350 votos para vaquejada continuar e tivemos 430, eu estava no Plenário junto ao pessoal da Associação Brasileira de Quarto de Milha (ABQM) e deu tudo certo. O rodeio e a vaquejada fazem parte da cultura brasileira, não importa a região. Além disso gera mais de 700 mil empregos no mundo, foi uma conquista para o universo sertanejo.

Matéria: Amanda Sisti

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