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Vírus da raiva causou a morte de 92 animais este ano em São Paulo

De janeiro a junho deste ano, foram registradas 92 mortes de animais por raiva no Estado de São Paulo. A doença causa preocupação porque é muito grave e pode ser transmitida para o homem, mas não houve registro em humanos. Do total de óbitos, 73 acometeram animais silvestres, principalmente morcegos e de rebanhos de pecuária, como bovinos e equinos. Outros 19 foram registrados entre cães e gatos, conforme dados das secretarias da Saúde e da Agricultura e Abastecimento do Estado.

Em Araçatuba, a Vigilância Epidemiológica realizou um bloqueio contra a raiva, na segunda-feira, 17, na Vila Mendonça, depois de encontrar um morcego morto, com o vírus da doença. Esse foi o primeiro caso da doença em animal registrado na cidade. Em um raio de 200 metros do local onde estava o morcego, agentes aplicaram vacina antirrábica em todos os cães e gatos.

No dia 13, houve a confirmação laboratorial de um caso de raiva em morcego nectarívoro (que se alimenta do néctar das flores) em Botucatu. O animal estava caído em uma residência no Jardim Paraíso II, zona norte da cidade. A Vigilância Ambiental em Saúde iniciou a vacinação de cães e gatos no entorno. Este ano, 109 morcegos já foram encaminhados para exame laboratorial, mas esse foi o primeiro caso confirmado na cidade, que não registra casos de raiva em cães e gatos há 30 anos.

Em Campinas, foram confirmados 12 casos de raiva em morcegos este ano, média de dois casos por mês. Os animais infectados foram encontrados na área urbana. A Secretaria da Saúde lançou uma cartilha com orientação aos moradores sobre os cuidados com a doença. Além da vacinação de cães e gatos domésticos, a publicação traz informações sobre o risco do contato com morcegos doentes.

 

  

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