Conrado Lino | Com água e sem água: hora de contornar a falta de competições

Nadador da Free Play/Sejel está cada vez mais próximo de participar da Seletiva Olímpica e tentar colocar Mogi Mirim em Tóquio

O “tic tac” do relógio. A tensão aumenta. Expectativa conciliada a foco. Não é fácil. Mas, se avançar a uma seletiva olímpica já não é para qualquer um, imagina se preparar para ser selecionado nesta verdadeira decisão… Conrado Coradi Lino está, cada vez mais, lutando com o relógio. Contra ele, para baixar suas marcas. E com ele, lidando com o efeito de aproveitar o tempo para desenvolver o máximo da capacidade em busca do sonho. O tal sonho olímpico…

Esta foi a penúltima semana antes da Seletiva Olímpica Brasileira de Natação, agendada para ocorrer de 19 a 24 deste mês, no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O nadador deu detalhes do trabalho realizado. “Os treinos na água são seis treinos mais para recuperação, mais voltados pra recuperação e pra técnica”, contou o único representante de Mogi Mirim em uma disputa por vaga olímpica em 2021.

Conrado detalhou ainda que foram feitos quatro treinos mais voltados para resistência de velocidade. Ou, como ele gosta de falar. “Pra porrada, pra tiro, pra treinos pra velocidade mesmo. É para desenvolver velocidade, resistência e força”. Mas a rotina vai além da água. Com um treino de pilates, um treino de flexibilidade e três treinos de força e resistência de força, sendo dois mais voltados para membros superiores e inferiores e um mais voltado para core, abdômen e lombar. “A gente faz isso nos três treinos, mas cada um tem mais essa direção”.

O nadador da Free Play/Sejel ainda ressaltou um detalhe fundamental e que não é comum a todos os competidores da seletiva: a falta de competição. Ele detalhou que estar sem ritmo de competição tem impacto inegável e deu como exemplo o fato de que estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais tiveram campeonatos no período em que os clubes paulistas ficaram sem. “E a gente não pode competir na competição dos caras, por ser de São Paulo. E São Paulo tá fechado, então não tem competição em São Paulo”. Conrado enfatiza que essa falta de competição é muito perigosa, porque os atletas que ficaram sem, perdem o ritmo de competição. “Isso faz muita falta lá na frente e a gente tem que estar dando um jeito de tentar reverter este problema”.

O nadador conta que, entre as ações, está a simulação de competições dentro dos treinos. Outro detalhe importante na rotina desta semana é que ela seria exatamente de competição e, por isso, seus treinos têm sido baseados em velocidade, de mais resistência, de mais força. “Então, são treinos que são um pouco mais enxutos. Eu não nado, não chego a nadar 14 mil metros, igual eu estava nadando nessas primeiras semanas. Chega a 10 mil metros, mais ou menos. Só que são treinos muito mais intensos”, explicou.

O trabalho da Free Play é desenvolvido com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Mogi Mirim, Colégio Conectado, Gonçalves Avenida Society, Ótica Líder, Sucos Alvorada, Tradibom e VSwim e apoio do Laboratório 22 de Outubro e da Clínica Vitallis.

 

*CURIOSIDADE*

Os critérios de qualificação para Tóquio foram atualizados em fevereiro. Os dois primeiros colocados de cada prova – desde que atinjam, nas respectivas finais, o índice “A” (mais exigente) da Fina – se classificam.

  

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