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Controle biológico foi um dos temas do VII Ciclo de Palestras sobre Borboletas

Em maio, a Secretaria de Meio Ambiente e a equipe do Borboletário de Osasco promoveram, no Sesi Piratininga, o VII Ciclo de Palestras sobre Borboletas, com o intuito de proporcionar aos participantes uma nova percepção sobre os pequenos seres vivos – insetos.

O evento mostrou experiências lúdicas de educação ambiental e apresentou novas abordagens sobre a relação insetos e sociedade humana, em especial as borboletas. Esses animais coloridos e alados podem se apresentar úteis na gestão ambiental das cidades por serem considerados indicadores biológicos de qualidade do ambiente, tema tratado por pesquisados e professores de universidades.

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Jeanne Prado falou sobre a ordem Lepidoptera no contexto agrícola e o controle biológico. Conforme Jeanne, “o ataque de pragas é responsável por uma perda média anual de até 7,7% da produção agrícola brasileira, podendo chegar a R$ 55 bilhões ao ano de prejuízo para o agronegócio brasileiro (incluindo ataque de insetos, doenças, entre outros). Os insetos correspondem a 70% das espécies animais da Terra, em número, e, desse total, 10% correspondem a pragas. A ordem Lepidoptera é a segunda mais abundante da classe Insecta e o hábito alimentar fitófago das lagartas as coloca como pragas de importância agrícola a diversas culturas.

Desde 2009 o Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, com um consumo médio de cerca de um milhão de toneladas por ano, e muitos têm sido os relatos de contaminação ambiental e de alimentos com resíduos desses produtos que chegam à mesa do consumidor. Uma das alternativas ao uso de agrotóxicos, que vem a cada ano ganhando maior espaço, é a realização do controle biológico de insetos, que se utiliza principalmente de microrganismos entomopatogênicos e insetos predadores e parasitoides para o controle de pragas.”

Nesse sentido, enfatiza a pesquisadora, o Laboratório de Quarentena Costa Lima, localizado na Embrapa Meio Ambiente, destaca-se pela importância no controle biológico clássico, assegurando a importação de agentes de biocontrole a serem utilizados em programas de manejo de pragas exóticas no Brasil. Credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desde 1991 para a importação principalmente de bioagentes de controle, o laboratório já realizou a introdução de mais de 770 espécies de organismos benéficos e outros, que se destinaram a pesquisas realizadas em diversos estados brasileiros.

Outros temas abordados

Insetos como modelo para a ciência: uma experiência lúdica com a ordem Lepidóptera, com Nelio Bizzo, professor da Faculdade de Educação da USP.

Borboletas das cidades, com Gustavo Accácio, especialista em Zoologia e pesquisador autônomo.

Borboletas como indicadores biológicos: avanços recentes na Mata Atlântica e na Amazônia, com André Freitas, professor da Unicamp.

Borboletário de Osasco

O pequeno zoológico de borboletas é uma ferramenta que incrementa a educação ambiental realizada no município. Gradualmente, este espaço de conhecimento vem se tornando um marco no lazer ecológico na região e recebe cerca de 16.000 visitantes por ano, entre escolas e público geral. O horário de funcionamento é de terça-feira aos sábados, das 10 às 16h. A entrada é gratuita.

Matéria: Cristina Tordin

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