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Indústria de Porcelana de Pedreira comemora Jubileu de Diamante

O atual Grupo PPC Santana, importante indústria do ramo da porcelana e com papel de destaque na história de Pedreira, comemora neste mês seu Jubileu de Diamante. A Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Pedreira parabeniza a por meio de seus Museus, Histórico e da Porcelana.

Visitar os Museus de Pedreira é entrar em contato com exemplares da produção de peças inicialmente confeccionadas pela empresa a partir da década de 1940. No espaço é possível vislumbrar as técnicas de produção e pintura, as etapas da fabricação, as matérias-primas e até a etapa final quando a peça está pronta e é destinada para a comercialização. Tudo demonstrado por meio de uma mini-fábrica instalada em uma das salas da Instituição.

O gestor dos Museus, Adílson Spagiari, é quem relata a trajetória da empresa que completa 75 anos no município. “No dia 1º de abril de 1941, era fundada por Joaquim Carlos a Cerâmica Santana. Seu primeiro nome foi “Flamínio Maurício & Cia”, sendo que faziam parte da sociedade os ceramistas José Corrêa, Flamínio Maurício Netto e Adelino dos Santos Gouveia. Em 1953, a indústria contava com 400 operários, tendo no seu início 160 funcionários. Na década de 1950, seu quadro administrativo era formado por Adelino dos Santos Gouveia, Flamínio Maurício Netto, José Corrêa, Horácio Lopes, Nilo Ribeiro de Souza e Aurora Silva Carlos, estando localizada na Rua Antonio Pedro, 645”.

Inicialmente, a fabricação das peças era voltada para a área doméstica, com a produção de xícaras, vasos e bibelôs. Nessa época, ficou famosa a produção dos jogos de chá  ou de  café, conhecidos como “casca de ovo”, devido à translucidez e fineza da porcelana, se comparada com a chinesa de mesmo nome, detalha Spagiari.

De acordo com o gestor, com a vinda do ceramista Horácio Lopes, em meados 1943, vem também a técnica da fabricação dos isoladores de porcelana, que integram a rede de distribuição elétrica de grandes Polos de energia elétrica.

Com o passar dos anos, a empresa na década de 1960, inaugura a Porcelana Vera Cruz, voltada para a fabricação da produção doméstica, além de possuir, a partir dos anos 80, outra unidade produtora de isoladores, a Santana II. Finalizada a produção da linha doméstica, a empresa passa a contar com três unidades produzindo isoladores de porcelana, visto que a partir da década de 1970 a Isoladores Santana é considerada a maior produtora de isoladores da América Latina, exportando para os Estados Unidos, Canadá, Oriente Médio e Ásia. A partir de 2008, o grupo passou a chamar-se PPC Santana, que atualmente possui sete empresas ao redor do mundo, sendo que além de Pedreira, há empresas na Áustria, na Alemanha, na Eslováquia, na Suécia, na Tailândia e na China.

Spagiari lembra ainda que, alguns exemplares de damas produzidas pela Cerâmica Santana estão em cartaz e ilustram a Exposição “Shakespeare: 400 anos”, em homenagem ao 4º Centenário da Morte do poeta inglês e ao Dia Mundial da Poesia, que ficará em exibição até o dia 24 de abril.

Matéria: Amanda dos Reis

MUSEU EXPOSIÇÃO JUBILEU

  

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