Jaguariúna dobra vegetação nativa, segundo Inventário Florestal do Estado

A cobertura vegetal nativa do município de Jaguariúna praticamente dobrou nos últimos 10 anos, apresentando um aumento de 1.003 hectares – ou 10.030.000 metros quadrados -, o equivalente a mil campos de futebol. O índice de vegetação nativa na cidade passou a ocupar 15,5% do território municipal, ante os 8,4% de dez anos atrás, passando de 1.190 para 2.193 hectares.

Os dados estão no novo Inventário Florestal da Vegetação Nativa do Estado de São Paulo, divulgado pelo Instituto Florestal do Estado de São Paulo, responsável pelo levantamento e mapeamento dos remanescentes florestais em todo o território paulista.

“Podemos atribuir esse grande resultado do município de Jaguariúna também ao fato do município possuir o Programa Bacias Jaguariúna, um programa de proteção e recuperação dos mananciais, onde já foram recuperados aproximadamente 100 hectares de área de preservação permanente por meio da restauração florestal”, afirma Aline Granghelli Catão, diretora do Departamento de Agropecuária e Meio Ambiente de Jaguariúna.

“O Programa Bacias Jaguariúna foi criado em 2010, ou seja, está fazendo exatos dez anos, e é extremamente importante para esses resultados positivos que temos obtido na recuperação vegetal nativa”, disse a secretária de Meio Ambiente de Jaguariúna, Luciana Souza.

No geral, o Estado de São Paulo apresentou 886.000 hectares a mais de vegetação e, segundo os especialistas responsáveis pelo levantamento, esse resultado se deve a vários fatores, incluindo o fato do novo mapa de cobertura vegetal ter sido produzido com imagens de satélite de alta resolução, aumentando em quatro vezes a possibilidade de observação das florestas paulistas.

 

BENEFÍCIOS

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a recuperação da vegetação nativa nos municípios é importante para fortalecer o ecossistema local, melhorando a disponibilidade de água, com uma maior proteção das nascentes e regulação da temperatura ambiente. Além disso, tem impacto direto na qualidade de vida dos moradores, já que uma maior cobertura vegetal melhora a qualidade do ar e reduz riscos de inundações e deslizamentos de terra.

  

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