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Município discute soluções para enfrentar estiagem

Com a presença do prefeito Fernando Fiori de Godoy aconteceu nesta quinta-feira, dia 12, a quarta reunião do grupo Reservação de Água, que busca planejar ações para enfrentar provável situação de restrição hídrica nos próximos meses.

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O foco do grupo está em ações emergenciais que colaborem com a reservação já que normalmente a estiagem tem início a partir do mês de abril. Obras mais elaboradas, como a criação de novos reservatórios, também estão sendo discutidas porém, em virtude de procedimentos burocráticos, não podem ser executadas a curto prazo.

A elevação dos ladrões nos reservatórios existentes e consequente aumento de armazenamento é a saída mais provável. A intenção é chegar à estação seca com os reservatórios do município armazenando o máximo de água possível.

O diretor da Cooperativa Pecuária, Érico Pozzer, alertou para a necessidade de agir com rapidez e aproveitar os dias de chuva que ainda restam. Colocou ainda a Cooperativa à disposição para trabalhar em conjunto com a Prefeitura no que for necessário para executar as ações.

DINHEIRO DO TAC
O prefeito Fernando Fiori de Godoy revelou que na próxima quarta-feira, dia 18, irá reunir-se com o promotor Rodrigo Sanches, responsável pelo TAC do saneamento firmado em 2014. O objetivo é conseguir a concordância do Ministério Público para que parte dos recursos recolhidos por loteadores para uso em saneamento e meio ambiente possam ser utilizados em obras de reservação de água.

Apesar dos recursos para o desassoreamento do Lago do Holandês e da Nossa Prainha estarem em vias de liberação, a obra é considerada inoportuna no momento, já que a água armazenada no local seria inutilizada e o município não conta com outros locais de porte para armazenar o produto.

CAMPANHAS EDUCATIVAS
De acordo com Carlos Bernardi, superintendente do Saehol, material publicitário visando conscientizar a população sobre a necessidade de economizar água está sendo produzido e será distribuído em breve. Apesar disso, Carlos afirma que após alta em janeiro, provavelmente em função de uma onda de calor, o consumo voltou aos patamares de outubro e novembro do ano passado:”a população está ciente do problema e tem colaborado”, disse o superintendente do Saehol.

O diretor de agricultura e meio ambiente, Nilson Marconato, sinalizou outra ação educativa:  na primeira semana de março os alunos das escolas públicas deverão assistir palestras e receber orientações a respeito da situação hídrica e das formas de economizar água. A ideia é que as crianças funcionem como multiplicadoras, aplicando e repassando as orientações em casa. Nilson sugeriu ainda que os alunos das escolas particulares também estejam engajados na campanha de conscientização e tenham acesso ao material educativo.

MULTAS EM CASO DE ABUSO
Entretanto, mesmo com campanhas algumas pessoas insistem em desperdiçar água e para esses casos a opção é estabelecer multas. Atualmente há um decreto do prefeito Fernando de Godoy regulamentando o uso racionalizado de água potável no município. O documento aponta que em caso de risco de desabastecimento e consequente declaração de estado de alerta, multas sejam aplicadas ao ser constatado desperdício. Os valores variam de R$ 297, 45(categoria residencial) a R$ 509,17 (categoria industrial). O grupo analisa a necessidade de legislação própria para reforçar punições financeiras em caso de abusos no consumo.

Também participaram da reunião o presidente da Câmara de Holambra, Pedro Weel, o supervisor de obras e responsável pelo tratamento de água da Cooperativa Pecuária, Oriovaldo Venturini, o conselheiro da CAPH, Geraldo Barendse , o presidente da Cooperativa Insumos, Ronaldo Kievitsbosch,  e o coordenador de controle agropecuário e ambiental de Holambra, Leandro Silveira Anselmo. A próxima reunião do grupo está prevista para o dia 19 de fevereiro.

  

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