Polícia Civil localiza carro usado em latrocínio

As ações comandadas por Lucivaldo Leonardo Silva Filho, 23, morto em um cerco policial na noite da sexta-feira, 30, na SP-147, estão sendo investigadas a fundo pela Polícia Civil e poderão levar ao esclarecimento de inúmeros crimes ocorridos em Mogi Mirim e região. 

Lucivaldo assumiu o comando da quadrilha, quando Fabricio Henrique Ferreira Borges, o Pururuca, 28 anos, foi preso em Água de Lindoia em junho deste ano, após a quadrilha invadir uma residência. Na ocasião, um segundo integrante da quadrilha também foi preso e Lucivaldo conseguiu escapar.

Ao assumir o comando da quadrilha, Lucivaldo novamente estruturou os componentes e passou a agir em Mogi Mirim e região, fazendo, em sua grande maioria, roubos em residências, onde o foco eram objetos, joias e dinheiro.

De junho 2020 até outubro, a quadrilha de Lucivaldo efetuou inúmeros assaltos. E por diversas vezes enfrentou a polícia, com trocas de tiros. Armas, inclusive metralhadoras foram apreendidas.

Com o bárbaro crime ocorrido no dia 29, que resultou na morte de Paulo César Manara, as ações policiais se intensificaram. No mesmo dia, dois menores que participaram do latrocínio, roubo seguido de morte, foram apreendidos, e as buscas pelo líder da quadrilha não cessaram.

Na mesma noite, em Mogi Guaçu, Lucivaldo trocou tiros com a Polícia Militar e conseguiu escapar. No dia seguinte, sexta-feira, 30, dia de sua morte, ele trocou tiros com a Guarda Municipal de Águas de Lindoia, onde foi gravemente ferido e se embrenhou na mata.

Nesta ação, foi presa Sabrina Ferreira da Silva, de 21 anos. Ela estava com o criminoso, no momento da tentativa de abordagem da GCM, quando ele reagiu e uma criança acabou sendo baleada na cabeça.

Ao ser presa, Sabrina deu relatos desencontrados. Ela é namorada de um dos menores que atuou no latrocínio. Em sua casa, no Parque das Laranjeiras, a Polícia Civil de Mogi Mirim encontrou as roupas dos menores sujas de sangue, carro roubado, motos e objetos. A família dela deixou o endereço após sua prisão na sexta-feira.

Os policiais Tiburcio e Hélio, seguindo a frente das investigações, cruzaram informações, que puderam esclarecer que na verdade Sabrina agia como mentora da quadrilha na parte de contabilidade e em muitos casos em levantamento de locais a serem praticados os roubos.

Ela seria, inclusive, a responsável por indicar quais objetos deveriam serem roubados. Fato este comentado por vítimas de roubo, que contaram que quando estavam como reféns, um dos criminosos falava ao telefone e, foi possível ouvir que a voz do interlocutor, seria feminina. Ela também negociava as vendas dos objetos roubados.

Após a morte de Lucivaldo e a prisão de Sabrina, ainda faltava deter Guilherme Felipe Marques, de 27 anos. Ele é suspeito de participar de algumas ações e estaria em Águas de Lindoia, quando do confronto do comparsa com a GCM.

ENTREGA

Guilherme, conhecido também como “Ocrinho”, se entregou à polícia no domingo. Contra ele havia um mandado de prisão, devido a disparos de arma de fogo. Ele teria tido informalmente que iria se entregar, pois estava com medo de morrer.

Preso, foi levado à cadeia de Itapira, onde Tiburcio e Helio estiveram conversando com o suspeito. Em seus relatos aos policiais, acabou contando onde estava a GM Montana, utilizada por Lucivaldo, no momento do latrocínio em Mogi Mirim.

Segundo ele, após o crime praticado, Lucivaldo seguiu com os menores até a casa de Sabrina, onde os adolescentes trocaram de roupa e foram deixados na Rua José Felício, para se passarem por vítimas de tentativa de roubo. Plano este frustrado, que acabou na apreensão dos dois.

Em seguida, Lucivaldo na GM Montana, seguido por Sabrina, no veículo GM Celta, seguiram até uma plantação de cana as margens da estrada Velha de Itapira, onde ele colocou fogo na Montana. E deixou o local com Sabrina.

O veículo Montana, totalmente queimado, foi apreendido e periciado. A Polícia segue investigando e agindo para recuperar os bens roubados pela quadrilha.

  

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