Região de Campinas encerra 2025 com 24 feminicídios e já registra cinco casos em 2026
Estado de São Paulo teve recorde histórico de crimes; maioria das vítimas foi morta dentro de casa por companheiros ou ex-companheiros
O ano de 2025 terminou com um alerta grave para a segurança pública e para a proteção das mulheres. O estado de São Paulo registrou 266 feminicídios, o maior número da série histórica. Na Região Metropolitana de Campinas, foram 24 mulheres assassinadas, a maioria dentro de casa e por companheiros ou ex-companheiros.
Os dados reforçam um padrão recorrente da violência de gênero, em que o ambiente doméstico que deveria ser espaço de proteção se transforma no local mais perigoso para muitas mulheres. Em grande parte dos casos, os crimes ocorreram após histórico de agressões, ameaças ou conflitos familiares.
O cenário preocupa ainda mais porque 2026 já contabiliza cinco casos de feminicídio na região, sendo três apenas entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, evidenciando a continuidade da violência letal contra mulheres.
Confira os casos mais recentes:
Campinas – Rita de Cássia da Silva Coura, de 48 anos, foi encontrada morta na manhã de segunda-feira (2). O companheiro da vítima é apontado como o principal suspeito e foi preso. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime.
Lindóia – Uma mulher foi morta a marretadas após uma discussão com o marido, na segunda-feira (2). De acordo com a Guarda Municipal, o crime teria sido motivado por uma acusação de traição. O suspeito fugiu, mas foi preso em Campo Limpo Paulista.
Artur Nogueira – Naiara de Souza Lopes foi morta a facadas na sexta-feira (30). O caso foi registrado como feminicídio, e o autor do crime está sendo responsabilizado pelas autoridades.
Especialistas reforçam que o enfrentamento ao feminicídio exige ações contínuas, que envolvam políticas públicas de prevenção, fortalecimento da rede de proteção às vítimas, acolhimento, canais de denúncia acessíveis e a responsabilização efetiva dos agressores.
Os números mostram que a violência contra a mulher segue como um dos principais desafios sociais da região e do estado de São Paulo.
Se você sofre ou conhece alguém que sofra violência doméstica, denuncie. Ligue 180 ou procure a delegacia mais próxima.
Foto Ilustrativa