REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS É MOTIVO DE ESPERANÇA PARA A CIDADANIA

Composta por 20 municípios e somando uma população de mais de 3 milhões de moradores, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) é uma das mais dinâmicas e promissoras do estado de São Paulo e do Brasil. Seu Produto Interno Bruto (PIB), superior a R$ 200 bilhões segundo os últimos dados do IBGE, é equiparado ao de seis estados brasileiros ou de vários pequenos países somados.

      A RMC tem algumas marcas importantes, como a sua logística incomparável, formada por algumas das melhores rodovias do país, malha ferroviária de expressão e o Aeroporto Internacional de Viracopos. Outra característica central da RMC é o seu polo de ciência, tecnologia e inovação, um dos mais vibrantes e produtivos da América Latina.

      Com todos esses ingredientes positivos, a Região Metropolitana de Campinas continua atraindo muitos investimentos. Algumas das principais empresas internacionais estão instaladas na RMC, que também atrai múltiplos empreendimentos de capital nacional, em comércio, indústria e serviços. É crescente o movimento das startups na região.

      Entretanto, como todas as regiões metropolitanas, a RMC tem vários desafios a enfrentar e um deles é o da questão ambiental. É cada vez mais importante que o processo de desenvolvimento ocorra de forma sustentável, com o respeito ao equilíbrio dos recursos naturais.

      Como prefeito de Sumaré por dois mandatos (1997-2004), eu tive a oportunidade de contribuir com os primeiros passos da RMC, desde a sua criação oficial, em junho de 2000. Desde aquele instante, considerei que a estruturação da Região Metropolitana seria um grande motivo de esperança para os milhares de moradores de nossas cidades que, na realidade, são cidadãos metropolitanos. Moram em uma cidade, estudam ou trabalham em outra e fazem suas compras ou procuram diferentes serviços em uma terceira.

       Na minha opinião, apenas com uma ação regional, coordenada e compartilhada, os nossos municípios podem resolver problemas comuns, nas áreas da saúde, educação, mobilidade, segurança e saneamento, entre outras. E é isso o que tem sido buscado nessas mais de duas décadas de trajetória da RMC.

     Em 2003 e 2004, tive a honra de presidir o Conselho de Desenvolvimento da RMC e, nesse cargo, pude contribuir com suas ações fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região. Fui o proponente da Agenda 21 da RMC, que foi implantada e gerou processos positivos de mobilização e proteção ambiental em vários municípios.

      Outra contribuição foi em relação à renovação da outorga do Sistema Cantareira, que ocorreria justamente em 2004. Na presidência do Conselho, atuei firme no sentido de que a nossa região, situada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, não fosse mais prejudicada como ocorria antes. Responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo, motor econômico do país, o Cantareira é formado por águas da bacia do rio Piracicaba. Entretanto, historicamente, a nossa região ficava apenas com migalhas do que sobrava da gestão do Cantareira. Em 2004, pela determinada atuação de vários atores regionais, a gestão do Cantareira passou a ser compartilhada e, com isso, a RMC e toda a área das bacias PCJ passou a receber volume maior de água do Sistema em momentos críticos de abastecimento. Foi uma grande vitória regional, da qual muito me orgulho.

       Neste momento em que estão sendo lembradas as mais de duas décadas da RMC, é essencial consolidar ainda mais esse arranjo metropolitano, com os eventuais ajustes que forem necessários. O estado de São Paulo e o Brasil ganham muito com uma RMC forte.

Ganham, sobretudo, os nossos cidadãos, que trabalham duro, colhem seus impostos, contribuem para o crescimento da região e merecem uma qualidade de vida cada vez maior.

Parabéns, RMC, estarei sempre junto da região, pois entendo que a união de fato é que faz a força do todo! Que Deus abençoe a todos!

  

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