Secretários de Educação da Região Metropolitana de Campinas apontam fragilidades em possível volta às aulas

Os secretários municipais de Educação da Região Metropolitana de Campinas (RMC) prevêem uma série de fragilidades nas respectivas Redes Municipais caso as aulas presenciais sejam realmente retomadas no próximo dia 08 de setembro, conforme foi anunciado pelo Governo do Estado no último dia 17 de julho de 2020. A principal delas é a dificuldade para criar ambientes seguros nas escolas em meio à queda na arrecadação que atinge as prefeituras, em decorrência da pandemia de Covid-19.

A previsão do Governo do Estado aponta para o retorno das aulas presenciais no dia 08 de setembro, mas isso deve ocorrer somente se as regiões do Estado permanecerem na “Fase Amarela” do Plano São Paulo, a terceira menos restritiva, segundo critérios de capacidade hospitalar e progressão da pandemia de Covid-19 por 28 dias consecutivos.

O assunto foi discutido na terça-feira, 28 de julho, durante reunião virtual da Câmara Temática de Educação do Conselho de Desenvolvimento da RMC, convocada pela coordenadora do colegiado e secretária de Educação de Nova Odessa, Claudicir Brazilino Picolo. A secretária de Educação de Pedreira, Mariangela Rodrigues, esteve participando ativamente da reunião. “Os apontamentos feitos pelos secretários serão reunidos em um relatório que será apresentado em breve aos prefeitos do Conselho de Desenvolvimento.

A ideia é dar subsídios para que os prefeitos possam, junto com os secretários e com base nos protocolos e orientações da Secretaria Estadual de Educação, tomar decisões mais seguras e favoráveis às crianças”, destacou a secretária Mariangela.

No encontro online, que teve caráter extraordinário e contou com a participação de 16 dos 20 municípios do grupo metropolitano, os gestores avaliaram os protocolos necessários e apontaram as dificuldades para a implantação de uma eventual retomada.

Outra preocupação compartilhada pelos representantes é a dificuldade de adaptação dos alunos a uma nova realidade, “cheia de restrições”. “Os secretários apontaram a dificuldade de atendimento de protocolos de higiene com crianças da Educação Infantil, principalmente da creche e pré-escola, que encontram dificuldade para desenvolver hábitos de prevenção à Covid-19, como distanciamento e lavagem frequente das mãos”, disse Mariangela Rodrigues.

A situação dos quadros de funcionários das Redes Municipais de Ensino também é motivo de preocupação. Muitos municípios apontam que aproximadamente 30% do total de servidores da Educação não retornariam ao trabalho por fazerem parte de grupos de risco. Diante disso, seriam necessárias eventuais substituições para que as crianças tenham o cuidado exigido nesse momento de pandemia.

  

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