Única com mortes, Americana tem 32% dos casos de dengue

Um levantamento realizado pela EPTV, afiliada da TV Globo, aponta que Americana (SP) responde por 32% de todos os casos de dengue confirmados pelas dez maiores cidades das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP) em 2022. Até o momento, a cidade é a única a contabilizar neste ano mortes causadas pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. São cinco (veja abaixo o histórico).

O balanço foi feito de acordo com as últimas atualizações de cada prefeitura. Ao todo, os dez municípios somam 5.604 infecções, sendo 1.813 delas apenas em Americana. Santa Bárbara d’Oeste (SP), Mogi Guaçu (SP) e Campinas são as outras cidades que possuem mais casos da arbovirose. Confira os dados:

Americana

  • Casos confirmados: 1.813
  • Mortes: 5
  • Atualização: 02/05

Santa Bárbara d’Oeste

  • Casos confirmados: 913
  • Mortes: 0 (4 em investigação)
  • Atualização: 03/05

Mogi Guaçu

  • Casos confirmados: 746
  • Mortes: 0
  • Atualização: 03/05

Campinas

  • Casos confirmados: 534
  • Mortes: 0
  • Atualização: 04/04

Piracicaba

  • Casos confirmados: 392
  • Mortes: 0
  • Atualização: 29/04

Valinhos

  • Casos confirmados: 331
  • Mortes: 0
  • Atualização: 03/04

Sumaré

  • Casos confirmados: 305
  • Mortes: 0
  • Atualização: 03/05

Indaiatuba

  • Casos confirmados: 229
  • Mortes: 0
  • Atualização: 03/05

Hortolândia

  • Casos confirmados: 193
  • Mortes: 0
  • Atualização: 02/05

Limeira

  • Casos confirmados: 148
  • Mortes: 0
  • Atualização: 03/05

Americana

Além de se destoar em relação às outras cidades, Americana também vive um cenário atípico do que o observado nos últimos anos. Durante os quatro primeiros meses de 2021, por exemplo, a cidade teve 96 casos de dengue, enquanto no mesmo período deste ano, já são 1.813, aumento de 1.788%.

À EPTV, o coordenador da Vigilância Ambiental de Americana, Antonio Jorge da Silva Gomes, destacou a sazonalidade da dengue ao lembrar que, em 2019, a cidade teve 1.580 casos de janeiro a abril, antes de o número cair no primeiro quadrimestre dos anos seguintes.

O coordenador também explicou que a contratação de uma empresa terceirizada para auxiliar as equipes do Programa Municipal de Controle da Dengue permitirá a vistoria em até 15 mil residências por mês.

“Dentro do domicílio que ele [Aedes aegypti] acaba tendo facilidade de se desenvolver. Uma casca de ovvo, uma tampa de garrafa que esteja lá e fique por alguns dias pode vir a ser um criadouro de dengue”, completa.

 

Garrafa destampada pode virar criadouro do mosquito transmissor da dengue — Foto: Reprodução/EPTV

Garrafa destampada pode virar criadouro do mosquito transmissor da dengue — Foto: Reprodução/EPTV

Histórico de mortes

O primeiro óbito por dengue na cidade foi confirmado em 23 de março: um idoso de 60 anos, morador da região central, segundo a prefeitura. Já a segunda vítima foi uma idosa de 82 anos, que teve o óbito divulgado pela administração municipal em 11 de abril.

A terceira vida perdida foi a de um homem de 63 anos, morador do Jardim Nossa Senhora do Carmo, e o óbito ocorreu em 30 de março.

Já a quarta morte foi confirmada em 25 de abril e a vítima é uma mulher de 43 anos, moradora do bairro Antônio Zanaga. O óbito ocorreu em 29 de março.

Na segunda-feira (2), a prefeitura confirmou o quinto falecimento pela dengue, o de uma mulher de 68 anos que morreu em 12 de abril.

Principais sintomas

A dengue causa febre alta e repentina, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, vômito e diarreia, que resultam em desidratação. Ao apresentar estes sintomas, o morador deve procurar uma das unidades de saúde da cidade para atendimento médico, segundo a Secretaria de Saúde.

Orientações

  • Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas de casa.
  • Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol.
  • Mantenha o terreno limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros.
  • Tampe os tonéis e caixas d’água.
  • Mantenha as calhas limpas.
  • Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo.
  • Mantenha lixeiras bem tampadas.
  • Deixe ralos limpos e com aplicação de tela.
  • Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia.
  • Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais.
  • Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas.
  • Coloque repelentes elétricos próximos às janelas – o uso é contraindicado para pessoas alérgicas.
  • Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados.
  • Evite produtos de higiene com perfume, pois podem atrair insetos.
  • Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.
Combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti é fundamental para reduzir as infecções — Foto: Getty Images

Combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti é fundamental para reduzir as infecções — Foto: Getty Images

  

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