Vazão do Rio Mogi Guaçu cai abaixo do mínimo mas não afeta abastecimento

O abastecimento de água tratada em Mogi Guaçu não está sendo afetado neste período de estiagem em que o Rio Mogi Guaçu apresenta volume de vazão um pouco abaixo do que seria normal nesta época do ano.

Segundo a AES Tietê, concessionária da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) da Cachoeira de Cima, a vazão atual é de 14 metros cúbicos por segundo. O normal do período é de no mínimo 17 m³/s.

A medição é do início da tarde desta segunda-feira, dia 2, e pode variar para mais, se chover na cabeceira do rio, ou para menos, a depender da estiagem.

O superintendente do SAMAE (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), Elias Fernandes de Carvalho, afasta qualquer risco ou necessidade de racionamento.

O motivo é que, depois da construção da segunda adutora, Mogi Guaçu não depende mais de captar água bruta do leito do rio, uma vez que toda a captação passou a ser feita exclusivamente na barragem da PCH.

O consumo de água tratada em Mogi Guaçu hoje é de 2.300 metros cúbicos por hora e todos os 29 reservatórios do SAMAE operam em plena capacidade atualmente, armazenando 18.750 m³ no total.

O sistema de distribuição de água da ETA para os reservatórios só é desligado, automaticamente, por três horas de madrugada, quando praticamente não há consumo e todos os reservatórios estão cheios.

Nem mesmo durante a estiagem de 2014, em que a vazão caiu para 6 metros cúbicos por segundo e um dos pontos de captação era do leito do rio na região do Limoeiro, o SAMAE adotou o racionamento, mas apenas uma campanha para a população economizar água.

  

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