Vereadores aprovam Bolsa-Atirador para militares do Tiro de Guerra de Amparo

Aconteceu na última sessão da Câmara Municipal de Amparo, dia 28 de junho, a discussão e votação do Projeto de Lei nº 28/2022, que cria um auxílio financeiro aos militares do Tiro de Guerra de Amparo, denominada Bolsa-Atirador, no valor de R$ 300,00, “a fim de contemplar os atiradores no custeio de despesas  básicas”.

De autoria do prefeito municipal Carlos Alberto Martins, o projeto foi aprovado com apenas um voto contrário, do vereador Edison Alves (PT). Em sua justificativa o chefe do Executivo cita valorização e estímulo ao serviço militar, garantia da formação dos jovens atiradores e o subsídio de despesas como alimentação matutina, itens de higiene pessoal, conservação do uniforme militar, entre outros.

Já o vereador Edison explicou o seu voto contrário: “Reconheço a importância do Tiro de Guerra e a carreira militar. Contudo, na análise desse projeto e de algumas questões técnicas, é uma despesa inconstitucional perante a lei orçamentária e à constituição federal.  O custeio do Tiro de Guerra e dos atiradores tem que ser obrigação da União e não do município. E ainda sugiro que seja uma bolsa para família carentes”, disse Edison.

 O vereador Edilson Santos (DEM) opinou que estes jovens deveriam receber, ao menos, um salário mínimo para se manter, mas votou favorável. “Quando estão na carreira militar, é um momento em que estariam se preparando profissionalmente. Os R$ 300 não resolvem a vida deles, mas vai ajudar”, avaliou.

A vereadora Rosa Montini (PSDB) concordou e ainda lembrou que, em Amparo, quem está servindo no Tiro de Guerra são aqueles que não estão em faculdades e precisam dessa ajuda. “Essa bolsa é uma questão social na nossa cidade”.

O presidente de Câmara, vereador Carlos Cazotti (MDB), detalhou ainda mais o projeto, solicitando a aprovação pelos vereadores. “Há um acordo de cooperação entre Prefeitura e Exército e esse Projeto de Lei fala em favorecer até 20% dos atiradores que estão servindo. Se são, no máximo, 50 atiradores, serão contemplados até dez militares. E esses atiradores se renovam a cada nove meses. O grupo que está em atividade e que foi selecionado a servir é composto por aqueles que não estão cursando faculdade, porque estes geralmente são dispensados. Então, é um projeto social de suma importância para quem realmente precisa desse valor para se manter. É muito mais amplo”, finalizou o presidente.

Além dos próprios atiradores presentes no Plenário, compareceram os vereadores André de Oliveira (PP), Antonio Cesar Mineiro (MDB), Carlos Cazotti (MDB), Edilson Santos (DEM), Edilson José (Dil – PSD), Edison Alves (PT), Pastor Elson Batista (PL), Farlin Conrado (MDB), Janaina Pereira (PDT), Osmar Dorigan (MDB), Luiz Carlos (Carlitinho – PSDB) e Rosa Montini (PSDB).

Moção de Aplausos

 Na mesma sessão foi apresentada e aprovada a Moção de Aplausos n° 13/2022, de autoria do vereador Carlos Cazotti (MDB), pela passagem do 117º aniversário de fundação do ‘Tiro de Guerra de Amparo’.

  

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