FOGOS DE ARTIFÍCIO COM ESTAMPIDOS

Prejudiciais às saúdes humana e a dos animais

Há uma nefasta cultura, prejudicial às nossas vidas, assim como a dos animais – fogos de artifício com estampidos, um absurdo que resiste ao tempo, mas que, em nome do bom senso e civilidade começa a ser combatida e terá seu fim, sem dúvida em breve tempo.  A estupidez tem seu limite!

Algumas capitais apelaram para a criação de leis proibitivas e obtiveram êxito, no caso, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, assim como se estendeu tal proibição a muitos municípios de nosso país.   É permitido apenas fogos de artifício silenciosos. Ora, isso não precisava nem de lei.  Bastava  apelar ao bom senso, nada mais que isso. Que prazer pode ter e sentir uma pessoa soltando fogos barulhentos?  Francamente, tenho dificuldade para entender isso!

 

O STF  – Supremo Tribunal Federal, inclusive, julgou e considerou procedente a lei 16 897/2018/ SP (município) que proíbe esses fogos barulhentos via artefatos pirotécnicos na capital deste Estado. Naturalmente, um bom exemplo para os demais municípios e cidades e aqui, no RJ, não deveria ser diferente.  Estamos vivendo “o vale-tudo” e lei como essa não é respeitada.  Ora, com a anuência do STF que entendeu como válida a lei citada acima, tem-se agora jurisprudência que pode servir como modelo no combate a essa insensatez.

 

Estamos muito próximos do final de ano e o réveillon, infelizmente, deverá ser realidade nas areias das praias cariocas, tamanha a irresponsabilidade do prefeito Eduardo Paes, ainda mais agora, em momento de pandemia. Mas, ele afirma, inclusive, que haverá carnaval. Eu não entendo como ainda há pessoas que votam num cidadão como esse para prefeito.  Exatamente por causa desses fogos com estampidos, muitos animais fogem de lares, perdendo-se nas ruas da amargura e solidão.  Perdoem-me, mas, soltar fogos barulhentos  é ato que agride a boa educação e civilidade.

 

AUDIÇÃO DOS ANIMAIS É MUITO SUPERIOR À DOS HUMANOS

 

Os fogos de estampidos são prejudiciais aos humanos e, principalmente, aos animais.   Eles possuem uma audição muitas vezes mais sensível e superior a dos humanos e há registros que nessas épocas especiais, se jogam das janelas do apartamentos, fogem dos lares, ficando muito estressados e podem até morrer. Tem-se que criar lei federal extensiva a todo Brasil,  proibindo essa cultura primitiva para o bem das pessoas e dos animais.   Atitudes como essas instintivas e irracionais, o nefasto  prazer de fazer barulho, às vezes, causa-me  impressão que ainda estamos longe da civilidade. Mas, o bem vencerá, tenho certeza disso!

 

O ARTIGO SERÁ ENCAMINHADO, INCLUSIVE, PARA PARLAMENTARES – chega de atraso

 

O país precisa se libertar dos grilhões da ignorância, do “jeitinho brasileiro”, fazendo o que bem entende à revelia da boa educação e leis proibitivas.  Espero, sinceramente, que os fatos citados nesse artigo sensibilizem, inclusive, autoridades, pois vou encaminhar essa matéria a deputados federais e senadores, pedindo-lhes que desenvolvam leis proibitivas e federalizadas,  para colocar-se um ponto final nessa  cultura,  fogos de artifício com estampidos. Chega de primitivismo!

 

Nota: além do assunto citado,  solicitarei aos parlamentares que desenvolvam PL, inserindo na grade escolar em todo o Brasil, a disciplina – a senciência e direitos dos animais.  Acredito que obterei êxito, pois a verdade tem íntima ligação com a necessidade de mudança, trazendo a reboque o progresso. Como cristão, não posso calar-me, jamais!

 

Gilberto Pinheiro é jornalista (24287/DRT-RJ), ex-consultor da CPDA/OAB, Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro, palestrante em escolas e universidades, destacando a senciência e os direitos dos animais.

  

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