Mutirão contra a dengue no Cruzeiro do Sul vistoriou mais de 1 mil imóveis

Os agentes de saúde que participaram das visitas casa a casa no último sábado (24/03), no bairro Cruzeiro do Sul, visitaram 1.028 imóveis, dos quais 695 foram trabalhados para retirada de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana.

A transmissão dessas doenças pelo mosquito acontece quando ele pica alguém que tenha o vírus de uma delas no sangue e se contamina, passando a infectar outras pessoas e dando início a uma epidemia. De janeiro até o presente momento, conforme a secretária de Saúde de Jaguariúna, Maria do Carmo de Oliveira Pelisão, a cidade não registra nenhum caso de dengue, chikungunya, zika ou febre amarela urbana. Todas podem ser transmitidas pelo Aedes aegypti.

Do total de imóveis vistoriados no bairro Cruzeiro do Sul, conforme Carlos André Sanches Coutinho, chefe da Divisão de Zoonoses e Controle de Vetores da Secretaria de Saúde de Jaguariúna, em apenas 29 não foi possível entrar. “Quando isso acontece é prejudicial ao resultado imediato, mas os moradores são notificados e programamos o retorno de uma equipe ao local, posteriormente”, explica.

A secretária de Saúde Maria do Carmo disse que a Prefeitura mantém um trabalho permanente de monitoramento de casos suspeitos da dengue e realiza mutirões de limpeza e de conscientização da população. “Esse mutirão do último sábado teve dois caminhões de criadouros e entulhos recolhidos e foram coletadas 13 amostras de larvas, todas encaminhadas para o laboratório da Sucen, em Mogi Guaçu”.

Sucen é a sigla de Superintendência do Controle de Endemias, autarquia ligada à Secretaria estadual da Saúde que combate doenças tropicais e responde por outros programas na área.

Cuidado

Ainda segundo a secretária, a maioria das amostras de larvas foram encontradas em reservatório de água de chuva. “Estamos com 9 casos suspeitos de dengue ali no Cruzeiro do Sul e fica o alerta: estocar água de chuva é um hábito positivo, pois ajuda a reduzir o consumo de água tratada, mas não se deve deixar o reservatório sem tampa ou pelo menos uma tela, pois isso evita que a fêmea do Aedes faça dele um criadouro”, lembra Maria do Carmo.

As visitas incluem residências e comércios para vistoria, distribuição de folhetos e diálogo com a população sobre a importância da colaboração de cada um na luta contra a dengue. Nesta semana, começando pelo Reserva da Barra e passando pelo Condomínio Ana Helena, a Secretaria de Saúde de Jaguariúna vem fazendo vistorias para eliminar criadouros do Aedes aegypti nos bairros que fazem divisa com Santo Antônio de Posse.

  

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