Placa solar, insumos e mão de obra: como reduzir custos no agronegócio
(Créditos: Edson Souza / iStock)
Gestão financeira no agro se torna necessidade diante de volatilidade e concorrência no meio
A redução de custos e a boa gestão financeira no agronegócio se tornaram uma necessidade do meio, dada a alta volatilidade mercadológica, a concorrência global acirrada e os desafios climáticos constantes. Uso de placas solares, insumos de qualidade e atenção à mão de obra são alguns aspectos importantes para prezar pela saúde econômica.
Por que a redução de custos é importante?
A redução de custos no agronegócio é uma forma de rentabilizar ainda mais os negócios, e não necessariamente apenas uma estratégia de economia de dinheiro.
A contenção de gastos pode render uma série de vantagens.
● Rentabilidade: com o corte de custos, é possível ampliar a margem de lucro.
● Competitividade em um mercado acirrado: diante de oscilações do mercado, a manutenção da rentabilidade do negócio em época de baixa de preços facilita a continuidade.
● Eficiência: redução de gastos clama por maior fiscalização e gestão eficiente, evitando desperdícios e otimizando tempo.
● Investimento futuro: com bom fluxo de caixa, investimentos em melhorias para expansão do negócio se tornam viáveis em longo prazo.
● Emergências e imprevistos: redução de custos pode gerar um “caixa protetivo”, a fim de se precaver de emergências, como instabilidades climáticas que geram escassez ou perda de recursos.
Três opções para contenção de gastos no agronegócio
Placas solares, drones e máquinas agrícolas: tecnologia
O investimento em tecnologia possibilita a otimização do trabalho e maior eficiência nas atividades. A compra de placa solar, por exemplo, pode oferecer uma redução drástica nos custos com energia elétrica.
Em 2023, o Brasil contabilizava 208.160 sistemas de energia solar no meio rural instalados, número que saltou para 276.456 ao fim de 2024, segundo o Portal Solar.
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) estima que até 2050 a geração distribuída de energia solar pode trazer R$ 140 bilhões em novos investimentos ao país, com as placas solares sendo uma alternativa.
Além da ferramenta, drones e robôs agrícolas estão em ascensão no mercado, por realizarem atividades de insumos com praticidade, o que otimiza os custos de produção. Semeadoras, tratores e pulverizadores automatizados são outras alternativas que garantem precisão, contribuindo para a redução de custos e o ganho de eficiência.
Mão de obra
Ainda que equipamentos tecnológicos aumentem a eficiência e a otimização, é essencial contar com mão de obra qualificada para desempenhar trabalhos específicos e manusear as próprias ferramentas avançadas.
Treinamento e investimento em aprofundamento contribuem para a qualificação dos profissionais e, consequentemente, do serviço prestado. Desperdícios podem ser evitados, assim como a melhor gestão e a operação tecnológica produzem maior efeito prático para a contenção de gastos.
Insumos
Planejar o uso de insumos detalhadamente, com base em dados, pode ser um diferencial. A intenção é evitar desperdícios e ainda contribuir para o desenvolvimento do negócio.
A análise de solo, por exemplo, ajuda a identificar nutrientes necessários e as respectivas quantidades de aplicação.
Outra estratégia é a agricultura de precisão. Sensores, drones e sistemas de monitoramento possibilitam que o produtor monitore a utilização de insumos para evitar desperdícios e a correta utilização.
Métodos biológicos, químicos e culturais também são importantes no combate a pragas e doenças. O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma alternativa econômica e sustentável, por exemplo, mantendo a proteção do solo sem aditivos químicos mais caros e potencialmente prejudiciais.